Um pedido inesperado, ou quase inesperado. Capítulo 12
Depois daquele dia em que Lola falou do amor de Jesus para John ele ficou pensando naquilo por mais de uma semana. Faltava apenas quatro dias para a volta ás aulas e Lola estava na praia sentada na areia admirando a imensidão do mar sozinha, já era tardizinha quando o telefone dela tocou. Era John.
- Oi John!
- Eaí, tudo certo?
- Tudo sim! Estou aqui na praia, não tem como estar melhor. - deu uma risadinha.- E você? Já está melhor? Essa semana tem fisioterapia né?
- Estou bem também. Que bacana, nem me chama. Essa semana tem sim, e já estou melhor.
Ela riu. - Na próxima te chamo, tá? Vou com você!
- Mas Lola, queria te dizer outra coisa. Na verdade... - ficou em silêncio por alguns segundos.
- O que? Pode dizer John.
- É que eu...Eu gostaria de ir á igreja com você.
Lola ficou em silêncio por alguns segundos, e deu um leve sorriso. - Que bom John! Fico muito feliz, e já digo que será muito bem-vindo! Vamos á rede de jovens esse fim de semana, pode ser?
- Sem problemas!
- Então está combinado, agora vou pra casa porque já está ficando tarde! Vou desligar, depois nos falamos mais. Beijo.
- Beleza, se cuida! Beijo.
Ela pegou suas coisas e foi caminhando na areia até chegar na calçada, calçou seu chinelo e foi embora para casa. Passaram-se dois dias e já era sábado, Lola acordou disposta e foi caminhar na praia com sua mãe. Logo quando voltou pra casa seu pai á avisou que John havia ligado e pediu que ela ligasse quando chegasse. Ela subiu para seu quarto e ligou.
- Olá John! Bom dia!
- Oi Lola! Bom dia, eu liguei aí mais cedo seu pai te falou?
- Sim, por isso estou te ligando.
- Ah, que horas posso passar aí?
- Umas 19 hras.
- Tudo bem então. Passo aí e vamos de táxi. Pode ser?
- Sim! Então fica assim, você não atrasa! - deu uma risadinha.
Ele riu. - Eu nunca atraso! Até mais.
-Até.
Lola ajudou sua mãe a fazer o almoço, arrumou a cozinha e foi cochilar antes de se arrumar. Quando acodou já era 18 hras e ela precisava andar rápido. Tomou banho, vestiu um shorts confortável e colocou uma botinha que era apaixonada, ajeitou um coque mau arrumado e foi. Em quesito vaidade ela levava nota 0, mas o seu jeito simples á fazia uma garota doce e sem muitas frescuras. A campainha tocou, era John. Ela desceu rapidamente com o celular na mão, abriu a porta e vestiu um agasalho sorrindo para ele e o convidando para entrar.
- Entra aí, vamos pedir o táxi.
John se sentou no sofá, ligou para o táxi e pediu.
- Eles disseram que chega em 15 minutos.- disse ele se virando para ela.
- Tudo bem! Quer comer algo? Beber?
- Não, obrigada! - ele sorriu agradecendo.
- Está animado? - perguntou ela se aproximando dele e sentando no sofá.
- Um pouco.
- Você vai gostar. Fique tranquilo! - ela sorriu e bateu na perna dele.
O táxi chegou, Lola despediu de seus pais e John também. Ao chegar na igreja John ficou impressionado com a quantidade de jovens que o cumprimentaram. Não se soltou muito no momento em que todos cantavam, Lola toda dançante e ele apenas batia palmas e tentava acompanhar as letras das canções. Logo depois da pregação eles foram embora, compraram um lanche e foram comendo no táxi.
- Pronto, eu fico aqui mesmo! - exclamou Lola para o taxista. O táxi parou e ela abriu a porta. Depois olhou em direção á John.
- Você gostou? - abriu um sorriso para ele.
- Muito! Podemos ir novamente? - deu uma risada.
- Claro, sempre que quisermos! - ela sorriu de volta. - Tchau, tenho que entrar. Até segunda, nos vemos na aula! - deu um abraço nele.
- Até dona Lola! Obrigada por ter me conhecido! - sorriu e depois ficou sério.
- Bobão! - ela sorriu e fechou a porta do táxi.
Continua...
imagem: weheartit

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