Como num filme de romance. Capítulo 14
Uma semana depois ele à convidou para um passeio no parque, eles saíram do colégio, foram em casa e logo depois John à buscou em casa de carro. Ela estava gostando de viver aqueles momentos com ele, mas sabia até onde poderia ir, afinal sua vida havia mudado muito e ela não queria mais voltar atrás. O sol já estava se pondo quando eles resolveram passar em um café para comprar dois cappuccinos e entraram novamente no carro, logo começaram a conversar enquanto tomavam. Contaram histórias engraçadas e tristes, Lola contou sobre sua infância na escola que não foi muito fácil, e no final dos cappuccinos eles olharam cheios um para o outro e fizeram uma expressão de satisfação.
- Puxa! Fazia tempo que eu não tomava um desses! - Lola disse.
- Verdade, mas estava perfeito! - ele sorriu e olhou em direção aos copos vazios.
E sem que eles percebessem um silêncio surgiu entre os dois, e seus olhares se encontraram, Lola não conseguia olhar para os lados, e não estava nem um pouco constrangida - isso poderia ser um bom sinal?.
Ele deu um leve sorriso e acariciou as bochechas dela ainda olhando nos olhos da menina.
- Eu não sei o que está acontecendo comigo, mas estou estranhamente feliz por te conhecer. Você fez aquele cara introspectivo que existia em mim ir embora aos poucos. Não sei o que aconteceu, mas você se tornou especial e importante na minha vida, sabia?
Ela sentiu o coração bater mais rápido, mas ao mesmo tempo uma enorme paz dentro de si. Sorriu e o respondeu - Agora sei. Não fui eu quem fiz, eu só dei um empurrãozinho vai. E você também se tornou especial pra mim, nunca entendi muito bem você, mas gosto de conversar e dar risada do seu lado. - riu.
Ele trouxe as mãos para o banco e continuou olhando pra ela.
- Lola, eu posso te fazer outra pergunta? - ficou um pouco sério.
- Claro John!
- Você namoraria comigo? - ele ficou mais sério ainda. Ela não conseguia respondê-lo, mas respirou fundo sem acreditar naquela pergunta.
- Sim! - uma resposta sem mais palavras, direta e clara.
John já estava indo à igreja com ela faziam 3 meses, eles eram tão amigos que conheciam até as expressões um do outro. Lola realmente gostava dele, e ele parecia gostar muito dela, se respeitavam e cultivavam uma amizade entre eles. E então John de fato foi até a casa dos pais de Lola e pediu aos dois para que ele pudesse namorá-la, o pouco que conheciam John já dava pra perceber que apesar de meio introspectivo no início, ele estava mudando e no fundo confiavam em Lola e nele também. Então como todos os pais eles fizeram muitas recomendações e pontuaram muitas coisas no relacionamento dos dois, Lola e John não se importaram pois eles só queriam ficar juntos, e sabiam bem até onde queriam ir e estavam decididos realmente pra onde aquele namoro iriam levá-los. Não tinham vergonha de dizer que um dia se casariam, até riam disso. Logo que contaram para os pais eles resolveram de repente ir para o cinema, Lola se trocou e eles foram.
- Não volte muito tarde! - gritou seu pai ao ouvir a porta bater.
Compraram pipoca e refrigerante, se sentaram na 4º fileira de poltronas e então o filme começou. Ficaram ali por duas horas, e quando saíram ficaram rindo e comentando do filme.
- Você viu aquela mulher? Nossa! - ela disse.
- E na hora que ela escorregou na lama? Foi hilário- disse ele rindo.
Eles se encararam por um momento sorrindo e logo os sorrisos ficaram frouxos e John se aproximou mais dela, sentiu seu perfume ao encostarem seus narizes. E naquele momento, pela primeira vez os dois se beijaram, sorrindo. Inexplicável o que ela estava sentindo, borboletas no estômago, o filme desde que o conheceu, e a felicidade de estar ao lado dele. E sabe o que mais? Lola acreditava em um sonho que havia tido há 6 meses atrás, em que ela conhecia um rapaz, que tinha os olhos verdes, e que se casou com ele, como num filme de romance. Mas não deixou de acreditar, que o pra sempre existia, e que sonhos se realizavam.
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Após 5 meses de namoro, o casal se batizou e continuaram juntos. Guardando o melhor pro final, em santidade e amor. Eles buscavam à Cristo com mais intensidade a cada manhã, juntos. Muitas dificuldades vieram, John teve que voltar a fazer fisioterapia, mas ela estava ali, e nem precisou de ser convidada, ela se auto convidava sempre. A história dos dois terá um fim, como todas as outras, mas esse fim só termina na morte, pois eles acreditavam na eternidade de um amor que talvez só ficaria em amizade, mas que foi despertado e quis escrever uma história.
Então pessoal, é isso... Espero que tenham gostado da minha ''pequena'' história, ou se posso chamar de conto, né? Escrevi tudo que vinha na minha mente e coração. Sei que não ficou como num livro (com toda certeza!) mas espero que tenha valido a intenção! Muito obrigado à todos que leram e comentaram, que me deram ideias e me incentivaram a continuar escrevendo. Desculpe pelo demorado final. Mas sou muito grata aqueles que leram até aqui. Um beijo, e até o próximo!
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