04 fevereiro 2013

Ela acreditava em sonhos

O que será que está por vir. Capítulo 6


  Depois daquele dia na praia, John ligou para Lola mais algumas vezes e eles ficaram conversando sobre como seria quando as aulas voltassem, Lola também falou da saudade que estava sentindo de Brooke afinal, já fazia quase um mês que ela havia viajado. Lola não estava saindo muito, apenas o que ela já havia planejado, de casa pra praia, da praia pra casa. Em alguns ela foi sozinha tomar uma brisa no rosto, já em outros John a convidou para ir com ele e sua irmãzinha que também estava de férias.
   Até que um dia uma colega muito antiga de Lola chamou-a no chat, e no meio da conversa a tal colega convidou-a para ir até uma igreja batista pertinho de sua casa, Lola não sabia o que responder pois, nunca havia pensado em ir numa igreja, mas resolveu que queria conhecer e aceitou ao convite. No sábado quase na hora da Rede de Jovens, Lola tomou banho, vestiu uma roupa que gostava muito - ela sempre usava aquela roupa- e desceu para a sala onde ficou esperando sua colega. Seus pais deixaram e nem mesmo ficaram muito preocupados afinal, ela estava indo pra igreja não é? Lola não possuía uma bíblia, mas isso não a envergonhou e nem causou constrangimento. Ela acreditava em Deus e orava todos os dias antes de adormecer, mas nunca havia conhecido mais nada além disso sobre Ele.
  A campainha tocou, era sua colega. Ela despediu de seus pais, pegou sua bolsa pequenina e foi. Cumprimentou sua colega e no caminho elas ficaram conversando sobre os velhos tempos, e de como estava sendo a vida atual de ambas.
  Ao chegar no lugar Lola ficou deslumbrada com a igreja, era muito bela e haviam uma quantidade razoável de jovens de todas as idades ali. As duas se sentaram nas cadeiras não muito próximas no palco, mas ficaram em um local bem confortável. O culto ainda não havia começado, e enquanto isso elas continuaram a papear. Quando começaram as músicas, Lola se sentiu alegre, ela estava pulando muito e sorrindo feito uma doida. O pastor - que era bem jovem por sinal - falou bastante e ela se sentiu tocada com suas palavras, não entendia muito, mas estava sentindo uma paz sem tamanho naquele lugar. Eu não sei o que está acontecendo aqui, mas eu estou gostando, pensou.
  O culto acabou e as duas foram embora, a colega de Lola devia ter uns 20 anos e cursava Engenharia Espacial em uma faculdade na cidade mesmo. Ela a deixou em casa, Lola desceu do carro e fechou a porta agradecendo.
- Ei, Lola! Você gostou? - a garota chamou-a e perguntou sorrindo.
- Claro que gostei! Foi ótimo! - sorridente e sincera ela disse.
- Então combinaremos mais vezes. Ok?
- Ok! Ah, e posso convidar alguém? - perguntou esperando uma resposta positiva.
- Mas é claro! Serão muito bem-vindos!
- Agora tenho que ir Lola. Fique com Deus, dá um abraço nos seus pais! - disse já arrancando o carro.
- Tudo beem! - gritou com medo que ela não escutasse, acenando pra ela que já estava um pouco longe.
  Ao entrar em casa, cumprimentou seus pais e foi para seu quarto. Tirou sua sapatilha,trocou de roupa e se jogou na cama sorrindo, pegou o telefone e logo ligou para John contando a novidade.
- Alô?
- Oi John! Como vai? Você não sabe...- ela estava numa euforia que só vendo.
- Opa! Oi Lola, vou bem e você? O que foi? - perguntou um pouco assustado - Você está feliz ein!
- Nossa John, fui a uma igreja com uma velha colega!
- Que legal. Mas o que tem de mais nisso? - ele não sabia o porque de tanta euforia.
- Nossa seu sem graça. É que lá é sensacional, muito bonito o lugar e eu me senti estranhamente bem! - ela já estava acalmando os ânimos.
- Ah, sim! Que legal então né, sempre bom se sentir bem em algum lugar. - ele não estava muito empolgado com o assunto - Mas me diz uma coisa, você sabe fazer doces?
- Um pouco. Gosto de fazer, mas não sou profissional. Porque?
- Porque preciso fazer uns doces pra levar pra casa dos meus avós no fim de semana. Eu, minha irmã e meus pais vamos pra lá.
- Tá. Mas onde é que entro? - já desconfiando que ele queria ajuda para fazer os tais doces.
- Quer me dar uma mãozinha não? - perguntou franzindo a testa do outro lado da linha.
- Posso te ajudar sim. Não prometo nada, mas posso ajudá-lo.
- Então vem pra cá amanhã a tarde, não precisa trazer nada, só as mãos. - deu uma risadinha.
- Ok! Depois do almoço eu vou então.
- Então valeu! Até amanhã!
- Até.
Continua...


Capítulos: 1, 2, 3, 4, 5, 6

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